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quarta-feira, 1 de maio de 2013

As formas mais criativas de combate à pirataria nos jogos

Alguns desenvolvedores incluíram recursos que puniam os jogadores dentro das versões piratas dos games



A versão pirata do jogo Game Dev Tycoon manda uma mensagem de forma inovadora a quem baixou o game irregularmente. A repercussão da ação do estúdio de desenvolvimento de jogos Greenheart Games contra a pirataria incentivou alguns sites como a IGN a listarem uma série de games que também tiveram ideias interessantes para combater downloads ilegais.

Veja a seguir alguns desses jogos, e o que acontece quando alguém tenta usar uma versão pirata deles.


Michael Jackson: The Experience (Ubisoft)
O jogo para Nintendo DS, lançado em 2010, tem uma solução simples e eficiente: nas versões piratas, é impossível jogar ou escutar as músicas, já que as canções são completamente cobertas pelo som de vuvuzelas, as famosas cornetas utilizadas durante a Copa do Mundo de 2010, e que deixou muito espectadores de cabelos em pé.



Batman: Arkham Asylum (Rocksteady Studios)
Os desenvolvedores do jogo incluíram um código que detectasse quando o jogo era copiado, e fazia com que a capa do Batman não funcionasse. O restante não foi modificado, mas só esse detalhe faz o jogo ser impossível de terminar, já que há fases em que utilizar a capa para voar é imprescindível para avançar.

Grand Theft Auto 4 (Rockstar North)
Na versão pirata desse jogo, não há nenhum alteração na trama ou nenhum tipo de objeto que não funciona. Mas é muito difícil aguentar olhar a tela por muito tempo: depois de alguns minutos jogando, a câmera começa a balançar, deixando o gamer completamente tonto.

Zak McKracken and the Alien Mindbenders (LucasArts)
Lançado originalmente em 1988 para PC, o game não se limita a se tornar mais difícil ou impossível quando identifica um pirata. Como muitos jogos, ele vem com um código serial key, que é pedido cada vez que o jogador precisa voar para outra parte do mapa. Depois de introduzir o código errado 5 vezes, o personagem Zak MacKraken é preso -- em uma "prisão para piratas" -- e o computador trava, não deixando nenhum opção a não ser desligar o computador ou ouvir durante dois minutos um discurso contra infrações de copyright.

Alan Wake (Remedy)
Em seu jogo de terror Alan Wake, a Remedy encontrou uma das formas mais curiosas de lembrar aos "piratas" de que aquela versão não é original. Durante toda a trama, o protagonista que dá nome ao game utiliza um tapa-olho com o desenho de uma caveira, como qualquer bom discípulo do Capitão-Gancho. O jogador ainda é lembrado durante todas as telas de "loading" para comprar o software original.



Earthbound (Ape e HAL Laboratory)
Os desenvolvedores do Earthbound foram mais crueis com os piratas. Ao usar um cartucho falso, a princípio, a única diferença perceptível é o número de inimigos muito maior que na versão original. Apesar de ser mais difícil e tomar mais tempo, é possível chegar à fase final, quando a verdadeira ação anti-pirataria acontece: antes da última batalha, a tela trava, obrigando o jogador a reiniciar o videogame, e os arquivos salvos são deletados.


Empresa cria forma inovadora de combater pirataria em seu jogo

Greenheart Games criou jogo que simula experiência de desenvolvimento de games e pune jogador que pirateou o jogo



Para um pequeno estúdio de desenvolvimento de jogos chamado Greenheart Games, a melhor alternativa para combater a pirataria é com mais pirataria. A empresa lançou um game chamado "Game Dev Tycoon", que simula a experiência de desenvolvimento de jogos e criou um método único para evitar que o jogo fosse distribuído ilegalmente: fazer com que o jogador sinta na pele os efeitos da distribuição ilegal dos games.

Para isso, a empresa desenvolveu duas versões do jogo. A primeira delas, vendida no site da empresa, é a original, que roda sem problemas. Já a segunda foi alterada e liberada propositalmente nos sites de compartilhamento de arquivos. Nesta versão, a pessoa joga normalmente até um ponto onde os jogos mal conseguem pagar os investimentos, de tanto que ele é compartilhado ilegalmente na internet.

Segundo post no blog da companhia, após um dia do lançamento do "Game Dev Tycoon", 93% das pessoas obtiveram o jogo por meios ilegais e sofreram com os problemas da versão alternativa do jogo.

Os criadores afirmam que eles poderiam ter simplesmente avisado a quem baixou irregularmente o game que a versão era irregular, mas decidiu optar pela abordagem inovadora. "Não quisemos deixar passar a oportunidade de 'segurar um espelho' na frente deles e mostrá-los o que a pirataria faz com os desenvolvedores de jogos".



Após algumas horas de jogo com a cópia ilegal, a seguinte mensagem surge: "Chefe, parece que apesar de muitos jogarem nosso novo game, eles o roubam fazendo download de uma versão crackeada em vez de o comprarem legalmente. Se os jogadores não comprarem os games dos quais eles gostam, nós iremos à falência mais cedo ou mais tarde =(". A partir de então, o jogador pode investir para criar os melhores games possíveis, mas a receita que receberá em troca será muito baixa.

Curiosamente, os criadores do jogo logo perceberam que muitos dos que baixaram o jogo em vez de pagarem os US$ 8 necessários para obter o game legalmente estavam reclamando em fóruns dos problemas que a pirataria gera no jogo.

O game faz com que o jogador atravesse a história do desenvolvimento de jogos, permitindo a simulação de experiência de criação de games desde os anos 80 até os dias atuais. O problema da pirataria começa a surgir na época em que os jogos em mídias como CDs começam a se popularizar, como no período do PlayStation 1.

fonte: Olhar Digital